segunda-feira, 8 de outubro de 2012

CONVERSANDO SOBRE VIOLÊNCIA-1



CONVERSANDO SOBRE VIOLÊNCIA-1

Elisabete Camargo- Porto Alegre- RS


Como já postado do blog, podemos definir violência como: toda a ação ou omissão que implique na violação dos direitos garantidos pela Constituição e demais leis vigentes.

É o fenômeno representado por ações humanas, realizadas por indivíduos, grupos, classes, nações, numa dinâmica de relações, que cause danos físicos, emocionais, morais e espirituais a outros.

E trás sim consequência para a vida toda.

Primeiro vamos definir o que é abuso: Fazer mau uso, faltar ou violar a confiança, causar prejuízo, autoridade excessiva ou injusta, fazer abuso da própria força, injustiça, desordem, excesso.

Ainda temos como sinônimo da palavra abuso: injúria pública ou afronta (ação ou dito ofensivo insulto, ataque verbal ou físico), desfeita (especialmente quando praticada por alguém de quem não se esperava), insulto (expressão violenta), ofensa, provocação, ultraje (ofender a honra: que podem ser através de escritos, desenhos, fotografias, palavras e gestos contrários à decência.)

O abuso ou maltrato infantil, é quando ocorre um desrespeito físico (agressões, espancamento, queimaduras, abuso sexual, não prover alimentos, castigos brutais) e/ou psicológico (atacar com palavras, modos ofensivos; ultrajar, afrontar, ofender.) por parte de seus de seus cuidadores, sejam eles: pais biológicos ou adotivos, membros familiares (tios, avós, primos e etc.) professores, confessor religioso, ou um adulto próximo ou que convive ou não com a criança.

A ignorância do que é abuso infantil é um dos principais motivos da ocorrência desta pratica, e que no Brasil ainda é pouco divulgada, além disso, é claro que entram os vícios, como o alcoolismo e o uso de drogas ilegais, uma epidemia em nosso país.

Muitas vezes, a pobreza, a ignorância dos cuidadores, o Sistema de Saúde e Judiciário inviabilizam o acesso daqueles que poderiam descobrir ou tentam ajudar essas crianças.

Superproteção dos pais em relação à criança é também uma forma abuso infantil, embora à primeira vista não o pareça, por possuir origens totalmente diferentes dos outros tipos de abuso.

Abuso é um termo que existe e está relacionado a questões de valores, de um ponto de vista ético e moral, mas também científico (abuso de substâncias viciantes discretas, por exemplo).

A subordinação da idéia de abuso à liberdade de ação de forma responsável é diferenciada da transgressão ( ação humana de atravessar, exceder, ultrapassar, noções que pressupõem a existência de uma norma que estabelece e demarca limites), onde da mesma forma, há uma restrição conhecida pelo atuante, e em geral, determinada coletivamente, também de ordens morais ou científicas, legislativas, culturais ou em qualquer nível público, que torna o ato da transgressão uma infração a uma lei.

O abuso geralmente vem associado à idéia de poder do abusador sobre o "objeto" abusado, que não pode ou não quer (por motivos intimidatórios reais ou não) resistir, impedir e se contrapor ao abuso.

Conhecer o assunto, debater e principalmente observar as crianças e o adolescentes, são os primeiros passos. O segundo passo é: DENUNCIAR.

A denúncia é um importante instrumento nosso para interromper a pratica da violência. O Disque 100 funciona diariamente, 24 horas por dia, inclusive nos finais de semana e feriados. Qualquer pessoa pode utilizar o serviço, seja ele: adulto, crianças e adolescentes, o anonimato é garantido.

Para denunciar, você também pode entrar em contato com:
Polícia Militar – 190
Polícia Rodoviária Federal – 191
Delegacias especializadas ou comuns
Disque denúncias locais
Delegacias de Polícia
Polícia Federal

Você pode seguir o seguinte passo a passo nessa abordagem:

· Primeiro, procure conhecer a história de vida daquela criança ou adolescente;
Leve em conta o ponto de vista da menina ou menino;
Faça com que ela ou ele se sinta acolhida/o e protegida/o;

· Não rotule e procure a maior clareza para ajudá-la/o a entender o que há de inadequado naquela conduta e/ou comportamento.

E lembre-se: é essencial escutar com interesse a criança ou adolescente para poder ajudá-lo.

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